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Hoje foi o último dia de aula de Psicologia de educação (graças a Deus). A professora tinha combinado das pessoas levarem comidas, bebidas, poemas....para fecharmos o semestre com chave de ouro. O pessoal da música ia tocar e tal.... as pessoas leram, algumas se emocionaram...o pessoal da música tocou que foi um baleza...mas aí alguém denunciou que eu tinha um poema pra recitar, logo eu que já tinha desistido....pois bem, levantei e o logo depois de terem tocado a Ave Maria falei do poema que recitaria. Era do Drummond sobre uma das coisas menos homenageadas e mais queridas pelos brasileiros....A BUNDA.....
A BUNDA, QUE ENGRAÇADA
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
Pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
Ainda lhes falta muito o que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
Em rotundo meneio. Anda por si
Na cadência mimosa, no milagre
De ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
Por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
Avolumam-se, descem. Ondas batendo
Numa praia infinita
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
Na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
Redunda.

Escrito por Mateus às 18h10
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