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Na noite do dia 16 de abril eu recebi um telefonema do hospital em que o meu pai estava internado de que depois de uma crise ele tinha morrido. Assim, simples como um “oi, tudo bem”... ele tinha morrido...e eu que tinha grandes esperanças na melhora dele....meu pai que nunca precisou de ficar em um hospital, que tinha uma saúde de ferro, tinha morrido por complicações trazidas por um estreitamento do canal medular devido a um problema de coluna...foi operado, mas dias depois morreu. Ali eu senti que quem tava acabando era eu, que as referências de mundo que eu tenho estão sendo aos poucos desconstruídas. Em menos de dois anos eu perdi duas pessoas mais que queridas, a tia Bicota e meu pai. Meu pai parecia ser daquelas pessoas que viveriam até os noventa e muitos anos, tinha uma alegria e um gosto com a vida de meter inveja. Morreu aos 74... No sepultamento pudemos perceber o quanto ele era querido na pequena Virgolândia. É, viajamos todos pra lá, o corpo foi levado para ser sepultado na cidade que ele tanto gostava. Ele foi homenageado das formas mais simples e espontâneas. Minha casa estava cheia de gente...pessoas que eu nem tenho contato direito estavam aos prantos, pois o conheciam bem. Não teve aula nos colégios, o sino da igreja tocou de forma tristonha qdo o corpo chegou na cidade... a igreja encheu de pessoas...durante a ida para o cemitério pude perceber que coincidentemente quem carregava a coroa de flores estava vestido com a camiseta do time tão querido por ele, o Cruzeiro. Nossa, durante momentos em que estava mal no hospital ele estava ligadíssimo nas notícias do Cruzeiro heheheh. Vai ser complicado me acostumar com a ausência dele, mas sei que há, de certa forma, a presença dele nas coisas que eu faço e que lembram as coisas que fazíamos juntos, o que quebra minha idéia inicial de que eu estava perdendo minhas referências.Qdo vejo algo que ele gostava, ali está um pouco dele..nas coisas mais simples ele está presente, mesmo que de uma forma diferente...Pois é, as coisas vem assim de repente..minhas últimas férias com ele foram se esticando aos poucos e ele estava tão bem, feliz...era a despedida.
Escrito por Mateus às 18h10
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Nossa viagem par Formosa foi mais que proveitosa desta vez. Filmei quase o mesmo tanto que em todas as outras viagens juntas. A Folia da Roça me surpreendeu. Um acontecimento simples e de grande significado, que mobiliza muitas pessoas para rezar, dançarem, festejar. E perceber como eles são apaixonados por tudo aquilo é realmente comovente. O chato foi ter que dormi na Van (nem sei como se escreve) heheheh, mas eu não dormi naquela noite mesmo...só fui para a dita cuja as 5h da manhã por causa do frio!!! Mas foram tão legais os rituais, as danças..tudo!! Sábado eu cheguei morto em casa...sexta que vem tem mais, pois nós viemos embora, mas a folia não acabou, continua até o fim de semana que vem e temos que presenciar o encerramento da festança...como já era de esperar, alguns foliões me disseram que sentem a maior saudade qdo tudo acaba, que dá um vazio enorme...eu até imagino, são dias em que saem de suas rotinas normais e entram em um outro mundo, um mundo que eles curtem muito. Isto pq eles vão de uma fazenda para outra durante toda a semana, até chegar o momento de voltar pra cidade...que bom que tem todos anos né? Eles fazem tudo com tanto gosto....e no mais, muito comida pra quem participa heheheheh
Escrito por Mateus às 20h01
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