| |
Clara, Claridade....
Um dia eu estava na feira do livro e comprei um lp da Clara Nunes, a dona da barraca disse que morria de ciúmes dela, pois seu marido era encantado por ela. Dei boas risadas e comprei o lp. A Clara realmente cativava as pessoas, seu sorriso envolvente, sua beleza brasileira, sua voz maravilhosa, um ser humano surpreendente....mas toda a vontade de viver que ela passava foi enterrompida no dia 2 de abril de 1983, depois de ficar 28 dias em coma, morria vítima de um choque anafilático . Quem imagina que uma pessoa que se interna para fazer uma simples cirurgia de varizes iria morrer? Pois é...Fica nossa saudade de umas das maiores cantoras de samba do Brasil. Ouvir Clara é ouvir o Brasil, um canto alegre, gostoso, cheio de energia.
Sobre Clara, não posso deixar de dizer que pesquisou a música, ritmos e folclore barasileiros, aprendeu danças e tradições afro-brasileiras, era figurinha conhecida da Portela e era convertida ao Candomblé. Sua música teve grande receptividade na América Latina, Espanha, Portugal, Japão, Alemanha, Israel e Angola.
É interessante dizer que ela considerava JK, Fidel e Agostinho Neto, poeta e líder revolucionário angolano, os maiores estadistas do terceiro mundo. Em 1975, seu disco Claridade venderia 401 mil cópias, o que prova sua popularidade....depois dessas informações, o que eu posso dizer é que recomendo que todos escutem um pouco mais a voz de Clara, ela merece e nós também!
Escrito por Mateus às 14h32
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
ELE EXISTE!!!
Não resisti, quando vi esta foto do Le Goff, tive que colocá-la aqui, pois se a gente já conhece sua obra faz um tempão, a cara eu nunca tinha visto. Lendo a revista Cult, vi que seu livro Os Intelectuais na Idade Média está sendo relançado, o original é de 1957. Importante no papel de retirada das idéias de atraso e escuridão em relação a Idade Média, Le Goff mostra em seu livro, segundo a revista, o intelectual medieval com características próprias muito bem marcadas, não sendo a sua passagem para o período moderno uma evolução necessariamente. O que eu achei interessante é que se muitos leitores esperam por um saber intelectual construído pelo clero, Le Goff destaca é o professor urbano, chamando a atenção para o fato de o espaço do professor não está limitado à sala de aula, ele era acompanhado por seus alunos por suas andanças pela Europa. Também vale destacar que as Universidades foram formadas contra os poderes laicos da época (século XII e XIII) e o reconhecimento de sua autonomia se deu, na maioria das vezes, depois de conflitos sangrentos entre policiais reais e estudantes. A História não termina por aí....mas também não vou contar tudo né?
Escrito por Mateus às 18h35
[]
[envie esta mensagem]
|
|